Sinais de instabilidades e suas medidas preventivas

Bactérias e endotoxinas.
Ensaio de Endotoxinas
18/12/2020

Sinais de instabilidades e suas medidas preventivas

Creme cosmético

As evidências de instabilidade podem ser observadas pelo farmacêutico. Identifique os sinais de instabilidade mais comuns em 5 formas farmacêuticas.

1 – CÁPSULAS: alteração na aparência e consistência da cápsula, incluindo endurecimento, amolecimento e fragilidade.

2 – PÓS: a instabilidade pode ser na aglutinação e descoloração do pó. Pressão liberada ao abrir um frasco pode ser indicativo de contaminação microbiana ou outro tipo de degradação pela liberação de CO2. Deve ter cor uniforme e odor característico.

3 – LÍQUIDOS: precipitados, descoloração, turvação e formação de gases são sinais de instabilidade. A temperatura e o pH afetam diretamente a solubilidade dos fármacos.

4 – EMULSÕES: são sistemas termodinamicamente instáveis. Diferença na temperatura do armazenamento podem modificar a cor, formar cremes na superfície, coagular e separar fases. O odor modificado também é um forte sinal de instabilidade.

5 – POMADAS, GÉIS E CREMES: consistência e odor modificados bem como a separação das fases. Qualquer alteração na cor reflete que o sistema foi corrompido.

MEDIDAS PREVENTIVAS

pH – é o que mais influencia na taxa de hidrólise em soluções líquidas e outras instabilidades relacionadas à oxidação e fotodegradação.

Conhecer profundamente o fármaco é imprescindível para controlar o pH final e durante o processo de manipulação.

TEMPERATURA – o aumento da temperatura provoca a degradação de maneiro muito acentuada. O respeito à temperatura de armazenamento com base na indicação do fármaco é fundamental.

FOTODEGRADAÇÃO – os efeitos da luz são minimizados com o uso de recipientes resistentes à luz. Sua manipulação deve ser feita de modo que o manipulador saiba desta fragilidade do fármaco. Expondo à luz o mínimo suficiente. Sua embalagem final deve levar em consideração este fator.

Ex de fármacos que sofrem fotodegradação: cloroquina, ácido ascórbico, nifedipino, prednisolona e riboflavina.

OXIDAÇÃO – a degradação favorecida pela presença de oxigênio pode ser evitada, diminuindo o espaço livre no recipiente ou com o uso de antioxidantes e embalagens especiais como blísters.

Ex. de fármacos que sofrem oxidação: ácido ascórbico, hidrocortisona e vitamina A.

DIÓXIDO DE CARBONO E HIDRÓLISE – embalagens bem vedadas e impermeáveis diminuem estes riscos.

Ex de fármacos que sofrem hidrólise: furosemida, amoxicilina, AAS, alantoína.

 Fonte de pesquisa: POMBAL, Rute Sofia Lino. Estabilidade e Controle de Qualidade de Medicamentos Manipulados, 2010.

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